quarta-feira, 29 de julho de 2015

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ano B


18º DOMINGO DO TEMPO COMUM
02 de agosto de 2015 - Cor litúrgica: Verde – Nº1085
“EU SOU O PÃO DA VIDA." 

Refrão meditativo, para interiorização
Aquele que vos chamou, aquele que vos chamou
é fiel, é fiel, fiel é aquele que vos chamou. (bis)

RITOS INICIAIS

01. Motivação
Animador: Irmãos e irmãs iniciamos o mês vocacional, no qual a Igreja nos convida a rezar pelas vocações. Hoje é o domingo dedicado à vocação ao Ministério Ordenado, recebido pelo sacramento da ordem. Os ministros ordenados são o diácono, o presbítero e o bispo. O diácono é aquele que serve aos irmãos na caridade e na solidariedade cristã. Assiste ao bispo e ao presbítero na liturgia e na caridade. Sua missão é ser sacramento da caridade. O presbítero é enviado a pastorear, presidir, coordenar e animar os serviços na comunidade. É vocacionado a ser ministro da Palavra e dos Sacramentos. O bispo é consagrado para santificar, ensinar e governar o povo de Deus em uma diocese, sem descuidar da solicitude pastoral por toda a Igreja. É o presidente da grande assembleia. Inspirados nas palavras de encorajamento de Jesus frente aos desafios da vida celebremos com alegria, rezando pela fidelidade e perseverança de nossos ministros ordenados.
Canto / Procissão de entrada

02. Acolhida
Min. da Palavra: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.:   Amém.
Min. da Palavra: O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo esteja convosco.
Ass.: Bendito seja Deus que reuniu no amor de Cristo.

03. Ato Penitencial
Min. da Palavra: Deus nos acolhe no seu amor e nos chama a conversão, abramos o nosso espírito ao arrependimento e peçamos perdão de nossas faltas e omissões.
Breve momento de silêncio
Canto penitencial

Min. da Palavra: O Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.

04. Glória
Min. da Palavra: Glorifiquemos a Deus que em Jesus sacia nossa fome de vida e salvação.
Canto

05. Oração Inicial
Min. da Palavra: Ó Deus, vosso filho Jesus é o pão que dá vida ao mundo. Que sua Palavra nos alimente e sacie a fome que temos de vós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ass.: Amém. 

RITO DA PALAVRA

01. Primeira Leitura
Êxodo 16, 2-74. 12-15

02. Salmo Responsorial: 77 (78)
Resp.: “O Senhor deu a comer o pão do céu.’’! (bis)

03. Segunda Leitura
Efésios 4, 17. 20-24

05. Canto de Aclamação
Aleluia, Aleluia, Aleluia. (bis)
1 – O homem não vive somente de pão, mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus e não só de pão, amém, aleluia, aleluia!

06. Evangelho
João 6, 24-35

Min. da Palavra: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
Min. da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

07. Homilia
O Ministro da Palavra  não deve estender-se por mais de dez minutos.

08. Profissão de Fé
Min. da Palavra: Em Deus Pai que enviando seu filho Jesus nos da o alimento de vida e salvação, professemos a nossa fé.
Ass.: Creio em Deus Pai...

09. Preces da Comunidade
Min. da Palavra: Na certeza de que Deus nos ouve e atende, elevemos a Ele os nossos pedidos de filhos e filhas.
Seguem as preces preparadas pela comunidade.
Após as preces fazer a oração pelas Vocações.

Min. da Palavra: Ó Pai, estes são os pedidos que hoje vos apresentamos. Conceda-nos a graça de sermos atendidos, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

RITO DE AGRADECIMENTO

01. Partilha
Canto

Min. da Palavra: Acolhe, ó Deus as ofertas da vossa igreja em oração. Apresentamos não para merecer o vosso amor, mas porque temos a certeza de sermos amados por vós. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

Momento em que o Min. da Eucaristia busca as reservas eucarísticas enquanto todos cantam um refrão próprio, para acompanhar a entrada solene do Santíssimo.

02. Louvação
Min. da Palavra: A nossa proteção está no nome do Senhor.
Ass.: Que fez o céu e a terra.
Min. da Palavra: Ouvi Senhor, a minha oração.
Ass.: Que chegue até vós o meu clamor.
Min. da Palavra: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
Min. da Palavra: Em agradecimento louvemos Aquele que está presente entre nós, e nos dá força em nosso agir, a cada dia de nossa vida.
Canto:

É bom cantar um bendito, olerê!
Agora que me “alembrou”, olará!

1-Ao Pai do céu, que é poder e amor.
Por seu filho, que é nosso senhor!

2-Pois nos chamastes pra vida servir.
E um mundo de paz construir!

3-Por Jesus cristo chamados igreja.
Povo Santo que louva e peleja!

4-Por teu Espírito fomos crismados.
A servir fomos nós convocados!

5- Da alegria dos dons partilhados.
Brota o hino dos agraciados!


RITO DA COMUNHÃO

01. Pai Nosso
Min. da Palavra: Como famílias de Cristo rezemos com amor a oração que Ele mesmo nos ensinou...
Ass.: Pai nosso...

02. Oração da Paz
Min. da Palavra: A paz é fruto de nossa vivencia como irmãos, peçamos então que saibamos viver no amor do Pai, e sejamos promotores da paz.
Min. da Palavra: Senhor Jesus Cristo...

Min. da Palavra: Que a paz de Jesus esteja sempre convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.
Min. da Palavra: Saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.

03. Comunhão
Min. da Eucaristia: Felizes os convidados para a ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Ass.: Senhor eu não sou digno (a)...
Canto / procissão

04. Oração Final
Min. da Palavra: Ó Pai de amor, vós enviastes vosso filho para saciar a nossa fome, concedei que, alimentados pela vossa Palavra e pela comunhão, possamos também saciar a fome de felicidade e paz de tantos irmãos e irmãs sofredores. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

RITOS FINAIS
01. Avisos / compromissos da comunidade.
02. Homenagens: aniversariantes / visitantes.

03. Bênção Final
Min. da Palavra: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
Min. da Palavra: O Deus da paz, que vos deu a alegria de celebrar este domingo, vos guarde em seus caminhos.
Ass.: Amém.
Min. da Palavra: Abençoe-vos Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo
Ass. Amém.
Min. da Palavra: A alegria do Senhor seja a vossa força. Ide em Paz! Que o senhor vos acompanhe!
Ass. Graças a Deus!
Canto final

PREPARANDO A CELEBRAÇÃO

Ritos Iniciais
·         Dispor junto à ornamentação, de forma digna, a estola sacerdotal, ou cálice e a patena.
·         Após a saudação inicial, fazer a recordação de todos os bispos, padres diáconos e seminaristas que estão e que já passaram por nossa comunidade, paróquia, diocese.
·         Primeiro Domingo – Vocações Sacerdotais – Dia do Padre  
O sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro daquela comunidade.

Ritos da Palavra
·         Convidar os animadores da pastoral vocacional (SAV) para proclamar as leituras.
·         Após as preces preparadas pela comunidade rezar a oração pelas vocações:
“Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: Vem e segue-me! Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço de teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder SIM. Amém.


Rito de Agradecimento
·         Motivar que todas as famílias se apresentem no altar, fortalecendo sua importância para o surgimento de vocacionados.

Ritos Finais
·         Nas celebrações, encontros comunitários durante toda a semana: rezar pelas vocações sacerdotais, orientar as famílias  para rezarem nas suas casas também.

PISTAS PARA REFLEXÃO
Introdução: A liturgia da Palavra deste domingo assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao seu Povo o alimento que dá a vida eterna e definitiva.

Primeira Leitura: O texto do Êxodo começa com a murmuração do Povo contra Moisés e contra Aarão (vers. 2). Por estranho que pareça, Israel sente saudades do tempo em que passou no Egito, pois, apesar da escravidão, estava sentado ao pé de panelas de carne e comia pão com fartura (vers. 3). Ao longo da caminhada, vem às limitações e as deficiências de um grupo humano ainda com mentalidade de escravo, sem maturidade, agarrado à mesquinhez, ao egoísmo, ao comodismo, que prefere a escravidão à liberdade. É um Povo que ainda não aprendeu a confiar no seu Deus, a segui-lo de olhos fechados, a responder sem hesitações às suas propostas.
A resposta de Deus é fazer chover pão do céu e dar ao Povo carne em abundância, o objetivo de Deus é, não só satisfazer as necessidades materiais do Povo, mas também revelar-se como Deus da bondade e do amor, que cuida do seu Povo, que está sempre ao seu lado ao longo da caminhada, que milagrosamente entrega de bandeja a Israel a possibilidade de satisfazer as suas necessidades mais básicas e de vencer as forças da morte que se ocultam nas areias do deserto. Dessa forma, o Povo pode fazer uma experiência de encontro e de comunhão com Deus, que se traduzirá em confiança, em amor, em entrega. O cuidado, a solicitude e o amor de Deus experimentado nesta crise, não só ajudarão o povo a sobreviver, mas irão permitir-lhe, também, superar mentalidades estreitas e egoístas, fazendo-os ver mais além, alargar os horizontes, tornar-se mais adulto, mais consciente, mais responsável e mais santo. Israel aprende, assim, a confiar em Deus, a entregar-se em suas mãos, a não duvidar do seu amor e fidelidade.


Segunda Leitura: O texto da carta de Paulo a Efésios fundamentalmente é um convite feito com a veemência que ele usava sempre nas suas exortações, a deixar a vida antiga e os esquemas do passado, para abraçar definitivamente a vida nova que Cristo veio propor. Paulo usa duas expressões opostas para definir a realidade do homem antes do encontro com Cristo e depois do encontro com Cristo. O homem que ainda não aderiu a Cristo é, para Paulo, o homem velho, cuja vida é marcada pela mediocridade, pela futilidade, pela corrupção, pela escravidão aos desejos enganadores. O homem que já encontrou Cristo e que aderiu à sua proposta é o homem novo, que vive na verdade, na justiça e na santidade verdadeiras.  Paulo apela a que os crentes vivam a vida do homem novo. O homem novo é o homem continuamente atento às propostas de Deus, que aceita integrar a família de Deus, que não se conforma com a maldade, a injustiça, a exploração, a opressão, que procura viver na verdade, no amor, na justiça, na partilha, no serviço, que pratica obras de bondade, de misericórdia, de humildade, que dia a dia dá testemunho, com alegria e simplicidade, dos valores de Deus.

Evangelho: Jesus de Nazaré é o “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”. É esta a questão central que o Evangelho deste domingo nos propõe. É em Jesus e através de Jesus que Deus sacia a fome e a sede dos homens e lhes oferece a vida em plenitude. No Evangelho deste domingo, Jesus mostra-se profundamente incomodado quando constata que a multidão o procura pelas razões erradas e, apressa-se em desfazer os equívocos. Ele não quer, de forma nenhuma, que as pessoas o sigam por engano, ou iludidas. O que é preciso fazer para ter acesso a esse pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo? De acordo com o Evangelho deste domingo, a resposta é clara: é preciso aderir, acreditar que Jesus é o pão que o Pai enviou ao mundo para saciar a fome dos homens. Aderir a Jesus é escutar o seu chamamento, acolher a sua Palavra, assumir e interiorizar os seus valores segui-lo no caminho do amor, da partilha, do serviço, da entrega da vida a Deus e aos irmãos. Trata-se de uma adesão que deve traduzir-se em obras concretas. Não chegam declarações de boas intenções, aderir a Jesus é assumir o seu estilo de vida e fazer da própria vida um dom de amor, até a morte a nossa adesão a Jesus deve partir de uma profunda convicção de que só Ele é o pão que nos dá vida eterna.

Equipe Responsável por esta celebração: Paróquia Sagrada Família

Considerações Litúrgicas - por Marly Moulin

ED 105 CELEBRANDO – CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA AS EQUIPES DE LITURGIA
“Não se compreende uma Liturgia pomposa exteriormente
                                                           e vazia  de fé” (Odo Casel)

O importante na Liturgia é fazer sobressair o Sagrado, seja na arrumação do espaço celebrativo, seja em nossas gestualidades e compromisso na participação ativa, plena e frutuosa de toda a assembleia, visando a comunicação e vivência do Mistério Pascal.
Começamos nesta edição considerações no formato perguntas e respostas, para dirimir dúvidas. Se alguma equipe de Liturgia das Comunidades nos quiserem mandar proposições para outras edições, teremos o prazer em ajudar.
Lembramos que o Pároco é a autoridade em toda a região paroquial. Suas decisões são prioritárias.

1.    Como obter um espaço litúrgico funcional?
- Quando garante a participação ativa e plena da assembleia – povo celebrante – no ponto de vista visual, acústico, em ambiente acolhedor, cômodo e festivo, embora silencioso; que possibilite o exercício das diversas funções e ministérios, bem como a realização dos Sacramentos a serem realizados na Comunidade - suscitando em todos a presença de Deus, que fala ao seu povo.

2.    Por que algumas comunidades, num trabalho direto da Equipe de Arte Sacra da Diocese, optam por um espaço em círculo ou semicírculo?
- Ele congrega a assembleia em torno das mesas da Palavra e da Eucaristia – Ambão e Altar – de modo a favorecer a participação e comunicação plena da assembleia celebrante. Lembremos que durante a Instituição da Eucaristia, na última Ceia, Jesus se reuniu com seus apóstolos em torno de u’a mesa. Assim eles se viam, ouviam e comunicavam entre si.

3.    A Comunicação na Liturgia realiza-se apenas através da palavra?
- Não, também pelos gestos, pelo silêncio... Uma assembleia barulhenta atrapalha a comunicação do e com o Sagrado. O silêncio é necessário para concentração, para acolher, para meditação, oração, adoração. O silêncio celebrativo precede cada Leitura, cada Rito, cada gesto.

4.    Por que a necessidade de uma reunião preparatória semanal com a Equipe de Liturgia?
- Compete a essa Equipe formar/conduzir/pensar junto com as pessoas que vão exercer alguma função litúrgica, celebrativa: animador, leitores, Ministros da Palavra e da Eucaristia, um representante do grupo de música, quem vai participar de procissões ou algum momento solene, por simples que seja. E ainda preparar as preces comunitárias, buscar entender o manuseio dos livros sagrados... Sempre em clima orante, para que tudo flua de forma natural, sem corre-corre, evitando, assim, muitos “ruídos”, como diz o Frei José Ariovaldo. Preferencialmente fazer a Leitura Orante.

5.    Fala-se em gestualidade sacra. Como alcançá-la?
- De forma discreta, solene, postura corporal adequada a cada Rito, e para quem preside, uma fala sempre clara, em tom que facilite a escuta; cuidado também na forma de se vestir para ir à Igreja, principalmente os que estarão à frente da Celebração. Não se trata de qualquer palavra que se vai proclamar ou ouvir – trata-se de um serviço a Jesus Cristo, que fala pessoalmente ao povo reunido.

6.    Qual o sentido da procissão inicial?
- É a busca do povo por Deus, num desejo de encontro, caminhando pelos desertos da vida, em busca de uma terra de libertação.

7.    Como organizar a procissão de entrada?
- Normalmente, ter à frente o cruciferário (aquele que conduz a cruz processional), com o Cristo crucificado voltado para frente, seguido, dos que vão participar de algum momento, como por exemplo, quem faz as preces, quem leva algum cartaz, etc. Depois vêm os leitores, os Ministros da Eucaristia, acólitos, se houver, e Ministro da Palavra. 
 - Uma exceção nessa ordem: na Vigília Pascal, o Círio aceso à frente e sem a cruz processional. Já nos domingos do Tempo Pascal, o Círio esteja em seu lugar, e seja preferencialmente aceso de forma solene logo após a saudação inicial do Presidente. Atenção: a pessoa que faz esse acendimento use uma vela, de igual forma quem acende a(s) vela(s) do altar, ambos preferencialmente durante um canto meditativo, em tom baixo.

8. Para acolher a procissão de entrada é correto o animador dizer “Vamos acolher a procissão de entrada com nossos celebrantes”?
- Não. Afinal os celebrantes são toda a assembleia reunida. Bastam poucos dizeres para situar o povo quanto aquele momento litúrgico. Falar muito com poucas palavras...

9.    Qual o primeiro cumprimento por parte de quem preside, ao iniciar a Celebração?
- A primeira saudação a ser feita é à Santíssima Trindade, com o Sinal da Cruz.  Depois ao povo, quando o Presidente introduz a assembleia no espírito da Celebração, no tocante ao tempo litúrgico, por exemplo. Caso o Animador já tenha feito isso, o Presidente apenas completa o que for necessário. É preciso, pois combinarem, antes, para não haver duplicidade de falas.

10.  Muitas pessoas trazem nas mãos a Liturgia Diária ou outro folheto/livreto com as leituras. É correto?
- Não. Hoje até em celulares vemos pessoas acompanhando as Leituras. Todos devem estar voltados para o Ambão, OUVIR atentamente a Palavra proclamada e CANTAR a resposta do Salmo. Idem com relação a HOMILIA. Estar com o corpo e a mente atentos, em silêncio, sacraliza o Rito. A escuta é importante, bem como a posição, seja sentados ou de pé.

11.  Qualquer canto penitencial é litúrgico?
- Não. Nele deve estar evidenciado o pedido de perdão ao Pai e ao Filho. E nunca evidenciar pecados deste ou daquele, mas uma súplica à misericórdia divina. Um exemplo não litúrgico: - “Pelos pecados, erros passados, por divisões na Tua Igreja , ó Senhor...”

12.  O Canto do Glória é Trinitário?
- Não. Dirige-se ao Pai e ao Filho. E a letra deve ser o mais próximo possível da Oração.

13.  Como e em que momento se apresenta as intenções para a Celebração?
- Antes da motivação inicial. Entretanto a comunidade deve – aos poucos – superar a prática de ler todas as intenções. Apenas as prioritárias. As demais, colocam-se sobre o Altar. Após o Oremos (Oração inicial) – uma pausa silenciosa é o ideal para que cada um dirija interiormente sua prece pessoal ao Pai.

14.  Quando se deve fazer a procissão do Livro Sagrado, sinal da Palavra de Deus?
- O Item 70 do subsídio da CNBB – 3 diz que, “conforme as circunstâncias específicas” a comunidade encontre “dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitem valorizar e realçar o Livro da Palavra”, sinal da Palavra de Deus, trazendo-o em procissão, colocando-o na Mesa da Palavra e aclamando-o “antes e depois das leituras”. Não se recomenda folhetos litúrgicos para proclamar a Palavra.

15.  É necessário algum comentário antes de cada Leitura?
- De forma alguma. E muito menos anunciar o nome de quem vai proclamar. Só o Cristo deve aparecer. E após cada leitura, pequeno silêncio deve ser feito. Não há pressa para que o outro Leitor se aproxime do Ambão. Silêncio também após a homilia, para que o sentido da Palavra caia em nosso coração.

16.  Como orientar o Leitor para proclamar bem os textos bíblicos?
- Cabe ser dada uma formação à parte. Seguem alguns pontos essenciais:
      - Nunca dizer “Primeira Leitura”, “segunda...”, “Salmo Responsorial”, ou mesmo “vamos responder ao salmo cantando...”
      - Dizer a fonte do texto a ser proclamado. Ex: Leitura (do Livro) do Profeta Isaías...
       - Importante a vênia diante do Ambão (antes e depois): a Mesa da Palavra deve ser valorizada.
      - O leitor deve treinar em casa, primeiro absorvendo o que diz o texto para si mesmo; usar voz firme e clara, sem pressa, olhar a assembleia (=reunir) ao dizer “Leitura do Livro...”.
      - Treinar bem a questão do uso do microfone, numa distância de forma que ele capte o som de sua própria voz, sempre de forma clara, pausada, observando bem as pontuações, e sem correria, pronunciando bem as palavras.
      - Bom também o leitor observar o texto, se é uma forma narrativa, poética,, exortativa, etc. Cada texto exige um tom apropriado de voz.
       - Nunca se esquecer: no final “Palavra do Senhor” (=singular). Afinal a Palavra de Deus é única. O mesmo para quem Preside, após o Evangelho: “Palavra da Salvação”!

17.  O animador pode improvisar?
-  Não deve. Não se trata de animar um auditório. O lugar é Sagrado. Preparar-se para falar o essencial, e até escrever, se necessário. Quando o Celebrando traz o comentário, pronunciá-lo de forma a parecer que não está lendo, o mais natural possível, até de forma abreviada, se for o caso. Tanto o animador quanto os leitores devem “ruminar” o que estão lendo, preparando-se para algo solene, sagrado, embora de forma simples. E manter sempre respeito à assembleia, falando educadamente. Falar menos e dizer mais. Ter sintonia com quem preside, para evitar duplicidade de falas. Sintonia também com o grupo de música.

18.  Por que o termo “animador” e não “comentarista”?
- Num Encontro Nacional de Folhetos Litúrgicos, em São Paulo, assim ficou definido o termo, embora nossa Diocese já o fizesse.

19.  De onde se proclamam as Orações dos fiéis – ou Preces da Comunidade?
- Em acordo com o Pároco. Pode ser de um local à parte, pré-determinado, ou do Ambão. O IGMR (309) diz: “Do Ambão são proferidas somente as leituras, o salmo responsorial, e o precônio pascal; também se podem proferir a homilia e as intenções da Oração Universal ou oração dos fiéis.” 
Lembrete: As preces são direcionadas ao PAI; evitar, dentro do possível: “para que...”

20.  Quais as posições mais corretas para a assembleia?
- A mais correta é de pé! Senta-se somente durante as leituras, a homilia, a apresentação dos dons, após a comunhão, durante os avisos, que não devem ser muitos. Ajoelhar-se apenas durante a Consagração, levantando-se quando o Presidente faz o convite: “ Eis o mistério da Fé!”

21.  Em caso da Missa é correto falar “Ofertório”?
- Não. O único ofertório é o próprio Cristo. Trata-se da preparação da mesa para a ceia sacrifical. E as espécies ainda não estão consagradas. Melhor dizer “Apresentação dos dons”. No caso da Celebração da Palavra, a Diocese definiu o momento como “Partilha”.

22.  Como saber se um canto é litúrgico?
- Quando evidenciam as verdades da fé; quando são inspirados nas Escrituras, favorecendo a oração; e quando estão em consonância com o rito a que se referem.  Às vezes são o próprio Rito (Ex: o Glória)...

23.  Quando e em que momento rezar a Ave Maria numa Celebração?
- Não cabe a Ave Maria numa celebração. Depende de quem preside e em que situação. Ex: Assunção de Maria, ou Nossa Senhora Aparecida... Enfim, se a Celebração relembra Nossa Senhora. Ou após a homilia ou, ainda, após o silêncio eucarístico.

24.  A assembleia deve acompanhar oralmente alguma prece que compete ao Presidente?
- Não! Compete apenas a quem preside. Inclusive a Oração da Paz. A assembleia deve se restringir a responder “Amém”.

25.  Quando se deve estender o abraço da Paz?
- Depende de quem preside. É preciso, entretanto, lembrar o que diz a Carta Circular às Confederações Nacionais (Brasil: CNBB) em 08.06.2014, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,  entre outros itens:
      - “Não é necessário convidar mecanicamente para se dar a paz.”
      - Evitar a introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito Romano.
      - Evitar o deslocamento dos fiéis para a troca da paz.
      - Evitar que “o Sacerdote” (ou quem preside) “abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis”.

26.  Cabe a adoração do Santíssimo durante a Missa ou Celebração da Palavra?
- Não! Nem o canto para a Comunhão deve evidenciar adoração. O que se deve evidenciar é a dimensão da Ceia, banquete ou refeição.

27.  A assembleia se inquieta no momento dos avisos. Como fazer?
- Devem ser breves – no máximo 4, objetivos, claros e feitos por uma única pessoa, determinada pelo Conselho Comunitário.


 Marly Moulin