CRIANÇA
Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade,há uma deliciosa criatura chamada criança. Embora se apresentem em tamanho, pesos e cores sortidos, todas as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente ( pois o barulho é sua única arma ) quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e os colocam na cama. Crianças são encontradas em toda parte: em cima de, embaixo de, dentro de, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para... As mães as adoram, irmãos e irmãs mais velhos assuportam, adultos as ignoram, o céu as protege. Uma criança é a verdade com o rosto sujo, a beleza com um corte no dedo, a sabedoria com um chiclete no cabelo, a esperança do futuro com uma rã no bolso. Quando você está ocupado, uma criança é uma conversa fiada, intrometida e amolante. Quando você deseja que ela cause boa impressão, seu cérebro vira geléia ou ela se transforma numa criatura sádica e selvagem empenhada em destruir o mundo ao seu redor. Uma criança é um ser híbrido: o apetite de um cavalo, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um Julio Verne, o retraimento de uma violeta, o entusiasmo de um bombeiro e quando se mete a fazer alguma coisa é como se tivesse cinco polegares em cada mão. Gosta de sorvete, canivete, serrote, pedaços de pau, bichos grandes, dos pais, sábados, domingos e feriados e mangueiras d água. Não é partidária do catecismo, escola, livros sem figuras, lições de música, colarinhos, barbeiros, agasalhos, adultos e "hora de dormir". Ninguém se levanta tão cedo , nem chega tão tarde para o jantar. Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos. Ninguém é capaz de colocar num só bolso: um canivete enferrujado, uma maçã comida pela metade, um metro e meio de barbante, um saco plástico, dois chicletes, três moedas, um estilingue e fragmentos de substância ignorada. Uma criança é uma criatura mágica; você pode mantê-la fora de seu escritório, mas não pode expulsá-la de seu coração. Pode pô-la fora da sala de visitas, mas não pode tirá-la de sua mente. Queira ou não, ela é seu captor, seu dono, seu patrão, um nanico, um saco de encrencas. Mas, quando, à noite você chega em casa com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ela possui a magia de soldá-los num segundo, pronunciando duas simples palavras: "alô papai, alô mamãe"....
Livreto Litúrgico: um subsídio para preparar as Celebrações Dominicais da Palavra de Deus.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Ano da Fé, Solenidade da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida – e, no âmbito civil, dia das crianças. Quantas realidades que o Evangelho vem dar um sentido mais profundo. Mas para tal procuremos contemplar o Mistério de Cristo apresentado pela Boa Nova, segundo São João (Jo 2, 1-11).
Jesus encontrava-se no norte da Galileia, numa festa de casamento como os seus discípulos e a sua Mãe Santíssima. Uma festa que, até então, transcorria bem, até que uma anormalidade tendia marcá-la com tristeza, pois faltava vinho, o qual era um elemento festivo imprescindível àquela cultura. Mas a percepção de uma santa mulher e sua fé num filho, nada comum, abriu um rastro de esperança aos noivos e demais.
Aquela que nunca desconfiou do que Ele é capaz, fez o que era preciso… Por uma fé que operou naquele momento pela intercessão amorosa, disse ao Filho de Deus e seu: «Eles não têm vinho!» (v. 3). A resposta de Jesus a Sua mãe soa estranha, para um filho tão bem educado e não menos sensível às necessidades dos outros: «Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou» (v.4). Noutra tradução, as palavras do Filho amado, causa ainda mais estranheza: «Por que te intrometes?».
No entanto, não tem como aquele Coração Imaculado passar ao lado da necessidade de tantos, assim como podemos dizer o mesmo do Coração Sagrado que acolheu tão amorosa e poderosa intercessão: «Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!” E eles as encheram até à borda» (v.7).
O desfecho deste primeiro sinal, de uma série de sete sinais apresentados teologicamente pelo evangelista, apontou para a abundância da Nova e Eterna Aliança em relação à Antiga e foi eficaz para os discípulos do verdadeiro Noivo das Bodas Eternas: «Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele» (v. 11).
Assim, a palavra do encarregado ao noivo, após experimentar – literalmente – o primeiro sinal de Jesus (cf. Jo 2, 10), inspira-nos uma oração, adequada aos homens e mulheres de todos os tempos, quando aos poucos vão procurando compreender o tempo de Deus em sua vida pessoal e na história da Salvação universal: “Senhor, apresentastes uma Aliança, onde muitos estavam já satisfeitos…mas deixastes para o final dos tempos o envio do Teu Messias, para uma Nova e melhor Aliança. Da água da purificação ritual, revelastes um “Vinho Sagrado”, sinal do cumprimento da superabundância prometida” (cf. Am 9, 13-14; Hb 1, 2-4).
Por isso, no Ano da Fé, precisamos também ficar sensíveis às necessidades uns dos outros. Mas da realidade a Jesus, do jeito da Mãe de Deus e segundo a Palavra que nos orienta: «Com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição» (Hb 12, 29).
Portanto, a Solenidade e devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tornam propícias à Igreja e ao mundo contemporâneo aquela qualidade de testemunho desejado pelo Papa Bento XVI, para este Ano bendito e não só: «A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou» (BENTO XVI, Porta Fidei, nº 6).
Irradiar esta Luz, principalmente às crianças é ser canal, sinal e presente de um amor intraduzível em apenas um dia do ano. Para tudo isto é preciso FÉ! Aproveitemos a graça própria deste Ano da Fé!
Jesus encontrava-se no norte da Galileia, numa festa de casamento como os seus discípulos e a sua Mãe Santíssima. Uma festa que, até então, transcorria bem, até que uma anormalidade tendia marcá-la com tristeza, pois faltava vinho, o qual era um elemento festivo imprescindível àquela cultura. Mas a percepção de uma santa mulher e sua fé num filho, nada comum, abriu um rastro de esperança aos noivos e demais.
Aquela que nunca desconfiou do que Ele é capaz, fez o que era preciso… Por uma fé que operou naquele momento pela intercessão amorosa, disse ao Filho de Deus e seu: «Eles não têm vinho!» (v. 3). A resposta de Jesus a Sua mãe soa estranha, para um filho tão bem educado e não menos sensível às necessidades dos outros: «Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou» (v.4). Noutra tradução, as palavras do Filho amado, causa ainda mais estranheza: «Por que te intrometes?».
No entanto, não tem como aquele Coração Imaculado passar ao lado da necessidade de tantos, assim como podemos dizer o mesmo do Coração Sagrado que acolheu tão amorosa e poderosa intercessão: «Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!” E eles as encheram até à borda» (v.7).
O desfecho deste primeiro sinal, de uma série de sete sinais apresentados teologicamente pelo evangelista, apontou para a abundância da Nova e Eterna Aliança em relação à Antiga e foi eficaz para os discípulos do verdadeiro Noivo das Bodas Eternas: «Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele» (v. 11).
Assim, a palavra do encarregado ao noivo, após experimentar – literalmente – o primeiro sinal de Jesus (cf. Jo 2, 10), inspira-nos uma oração, adequada aos homens e mulheres de todos os tempos, quando aos poucos vão procurando compreender o tempo de Deus em sua vida pessoal e na história da Salvação universal: “Senhor, apresentastes uma Aliança, onde muitos estavam já satisfeitos…mas deixastes para o final dos tempos o envio do Teu Messias, para uma Nova e melhor Aliança. Da água da purificação ritual, revelastes um “Vinho Sagrado”, sinal do cumprimento da superabundância prometida” (cf. Am 9, 13-14; Hb 1, 2-4).
Por isso, no Ano da Fé, precisamos também ficar sensíveis às necessidades uns dos outros. Mas da realidade a Jesus, do jeito da Mãe de Deus e segundo a Palavra que nos orienta: «Com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição» (Hb 12, 29).
Portanto, a Solenidade e devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tornam propícias à Igreja e ao mundo contemporâneo aquela qualidade de testemunho desejado pelo Papa Bento XVI, para este Ano bendito e não só: «A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou» (BENTO XVI, Porta Fidei, nº 6).
Irradiar esta Luz, principalmente às crianças é ser canal, sinal e presente de um amor intraduzível em apenas um dia do ano. Para tudo isto é preciso FÉ! Aproveitemos a graça própria deste Ano da Fé!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Marta (a coordenadora) e Maria (aquela que escuta)
Evangelho (Lucas 10,38-42)
Terça-Feira, 9 de Outubro de 2012
Terça-Feira, 9 de Outubro de 2012
27ª Semana Comum
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Para refletir:
Marta (a coordenadora) e Maria
(aquela que escuta e é mais valorizada nesse contexto) porém numa comunidade
tem que haver coordenação, por isso precisamos das duas Marias. Uma está em
oposição à outra, Marta fica em segundo plano. “Maria escolheu a melhor parte”
palavras de Jesus ou do autor?
Refletimos que Maria escolheu a melhor parte porque
o agir cristão vem em primeiro
lugar através da escuta, mas devemos ter em mente que precisamos escutar e agir (coordenar, planejar, preparar).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Palavra de Vida
Palavra de Vida – outubro de 2012
"Por causa da tua palavra, Senhor, eu lançarei as redes."
Jesus estava sentado na barca, e quando acabou de ensinar
às multidões, disse a Simão Pedro e seus companheiros que jogassem as redes de
pesca ao mar. E Simão, embora afirmando que já tinham trabalhado a noite
inteira sem resultado, acrescentou: “Por causa da tua palavra, Senhor, eu
lançarei as redes.”
Tendo feito
isso, as redes ficaram tão abarrotadas de peixes, que estavam para se romper.
Vieram, então, companheiros para ajudá-los e também eles encheram as barcas de
tal modo que quase afundavam.
Então,
Simão Pedro, muito espantado – como também Tiago e João, seus companheiros –,
jogou-se aos pés de Jesus, dizendo-lhe: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou
um pecador”.
Mas Jesus lhe respondeu que não
tivesse receio, pois dali em diante ele se tornaria um “pescador de homens”.
E a partir daquele instante, Simão,
Tiago e João se tornaram seus discípulos.
Esta é a
narração da pesca milagrosa, que simboliza a futura missão dos apóstolos.
A
atitude de Pedro virou um modelo não só para os outros apóstolos e para seus
sucessores, mas também para cada cristão.
"Por causa da tua palavra, eu lançarei as redes."
Depois de uma noite sem resultados, Pedro, que era um profissional
da pesca, poderia muito bem ter dado um sorriso e se recusado a aceitar o apelo
de Jesus para jogar as redes durante o dia, momento menos favorável ainda para
se pescar. Mesmo assim, superando as próprias considerações, Pedro confiou em
Jesus.
Também
hoje em dia todo aquele que se decidiu por ser um cristão passa por uma
situação semelhante e muito comum, justamente pelo fato que sendo também alguém
que crê, a sua fé é colocada à prova de mil maneiras.
Seguir a
Cristo significa tomar uma decisão; significa esforço e perseverança.
Contrariamente, no mundo em que vivemos, tudo parece levar ao comodismo, à
mediocridade, ao “deixa pra lá”.
Nesse sentido a tarefa pode se
apresentar árdua demais, inatingível, fracassada por antecipação.
É preciso, então, obter as forças
para seguir adiante, para resistir ao ambiente em que vivemos e suas ofertas
“fáceis”; resistir ao contexto social, muitas vezes às amizades, aos Meios de Comunicação,
etc . . .
É o grande desafio que devemos
enfrentar e vencer todos os dia! Não só, a toda hora, a cada minuto.
Quando
abraçamos essas provações e as enfrentamos, elas servem para fazer-nos
amadurecer como cristãos; para fazer-nos experimentar que as palavras tão
extraordinárias de Jesus são verdadeiras e que as promessas dele se realizam e
que é possível transformar nossa vida numa divina aventura, mil vezes mais
fascinante de qualquer outra que possamos imaginar.
Enquanto
no quotidiano a vida é muitas vezes tão pesada, monótona e infrutífera, nós
podemos, por exemplo, testemunhar como Deus sabe presentear copiosamente a quem
o segue; que Ele dá o cêntuplo já nesta vida, e, ainda, a vida eterna.
É a pesca milagrosa que se repete toda
vez!
"Por causa da tua palavra, eu lançarei as redes."
Como, podemos então, viver, como
colocar na prática essa Palavra de Vida?
Nós
também somos convidados e tomar a mesma decisão que Pedro tomou: “Por causa da
tua ‘palavra’…”. Vamos confiar nas Palavras de Jesus! Não vamos duvidar daquilo
que Ele pede, do seu apelo de também nós “lançarmos as redes”. Vamos basear o
nosso comportamento, a nossa atividade, a nossa vida, nas suas Palavras.
Procedendo
assim, colocaremos os fundamentos da nossa existência sobre o que há de mais
sólido e seguro. E contemplaremos, admirados, que justamente lá onde se esgotam
todos os recursos humanos, Deus intervém.
E que lá, onde é humanamente
impossível, nasce a vida nova!
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado
originalmente em fevereiro de 1983
domingo, 7 de outubro de 2012
Orientações para as equipes de Liturgia
Com
base no último encontro com Responsáveis por Folhetos Litúrgicos, acontecido em
Julho/2012 em Campos do Jordão – SP, no qual nossa Diocese se fez representar
por dois membros do Celebrando – Sueli e Lenir, encontro sempre patrocinado
pela CNBB, e com a presença do Pe. Hernaldo Pinto Farias, sss, Assessor da
Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, repassamos a vocês alguns apontamentos,
em relação aos Ritos Iniciais,
enfatizando o Ato Penitencial.
Em primeiro
lugar, deixamos claro que cada Diocese tem sua estrutura e planejamentos
próprios. Em termos de Celebração da Palavra, a estrutura padronizada pela
Diocese de Cachoeiro todos já conhecem, pelo Celebrando. Entretanto, de forma criativa podemos tentar,
sem fugir à essência, diferenciar da Missa, e evitar comentários tipo “são
mini-Missa”. Não o são de forma alguma! Para isso certa ocasião D. Célio fez um
pedido para os Ministros da Palavra não usarem o Missal Romano. Porém isso não
impede que dele tiremos algumas idéias para os Ritos comuns às Missas e
Celebrações da Palavra.
O IGMR – 46 – nos diz: “A finalidade dos ritos é fazer com
que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão
e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar
dignamente a Eucaristia.”
E graças a Deus em nossas celebrações
recebemos a Eucaristia, e buscamos formar comunhão, fortalecendo nossa fé, e
nossos laços! Somos mais de 1000 comunidades que celebram a Palavra, aos
domingos, com o Rito de Comunhão.
Os Ritos são partes fixas que não
devem ser mexidos, deixados de lado... Todos têm o seu sentido teológico. Algo
que pode nos diferenciar é a Recordação da Vida, que pode em ocasiões
específicas – como algum fato importante para a Comunidade nesse dia - ser inserida após a saudação presidencial,
nos Ritos Iniciais.
Lembrete
importante: a
primeira fala do Ministro da Palavra, dirigindo-se à assembleia reunida, é a Saudação Inicial, própria do
Presidente. Primeiro se cumprimenta o dono da casa – a Trindade – e depois, sim, os celebrantes – pessoas reunidas com o
fim único de celebrar nosso Deus, que se encontra presente em nosso meio!
I - Sobre o Ato
Penitencial
“O Kyrie é
uma aclamação de súplica a Cristo e proclamação da sua misericórdia.
Celebramos
através dele a misericórdia de Deus. Daí não ser momento de pedido(s) de
perdão, mas de reconhecimento da nossa fragilidade e da grandeza de Deus,
preparando-nos para participar das mesas da Palavra e da Eucaristia.”
“O
Ato penitencial da Eucaristia proclama ações de Deus em favor do seu povo e não
ações individuais ou coletivas de erros/faltas/pecados da comunidade.
É
concluído com a absolvição do presbítero, «absolvição que, contudo, não
possui a eficácia do sacramento da penitência» (IGMR 51).”
“Quem
preside: “Deus... tenha compaixão de nós...”.
“Uso
da aspersão aos domingos – recorda o Batismo, não o acento simples da
purificação (cf. IGMR 51).”
“Cantos
substitutivos: «pelos pecados, erros passados...» ou outros ferem
a índole do rito.” (grifo nosso).
FÓRMULAS
OBS.: Podem ser
adaptadas, preferencialmente, pelo Ministro da Palavra, e não seguidas na
íntegra.
Primeira
fórmula:
“Irmãos
e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos
mistérios.”
Ou: “O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da
Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com
confiança a misericórdia do Pai.”
Ou, especialmente aos domingos: “No dia em que celebramos a vitória de
Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado
e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do
Pai.”
“Breve pausa para a reflexão pessoal”. A seguir, usa-se a
seguinte fórmula, que se conclui com a absolvição: Confessemos os nossos pecados:
Confesso
a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes, por
pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis
por mim a Deus, nosso Senhor.”
“Segue-se a absolvição sacerdotal: Deus todo-poderoso tenha compaixão de
nós, perdoe os nosso pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.”
Atenção
– Importante: tais invocações, em todas as fórmulas, vêm após a absolvição: “Seguem-se as invocações, caso já não
tenham ocorrido no ato penitencial: Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende
piedade de nós; Senhor, tende piedade de nós.”
Segunda
fórmula:
“No
início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de
reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.”
Ou:
“De
coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que
tenha piedade de nós, pecadores.”
“Breve pausa para a reflexão pessoal. A seguir, usa-se a
seguinte fórmula:
Pres.:
Tende compaixão de nós, Senhor.
Ass.:
Porque somos pecadores.
Pres.:
Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Ass.:
E dai-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Deus
todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nosso pecados e nos conduza à
vida eterna. Amém.
Seguem-se as invocações Senhor, tende piedade de nós, caso
já não tenham ocorrido no ato penitencial:
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.”
Terceira
fórmula:
“Em
Jesus Cristo, o justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai,
abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de
aproximar-nos da mesa do Senhor.”
Ou: “O Senhor disse: “Quem dentre vós estiver sem pecado,
atire a primeira pedra”. Reconheçamo-nos todos pecadores e perdoemo-nos
mutuamente do fundo do coração.
Após um momento de silêncio, o sacerdote ou outro
ministro propõe as seguintes invocações ou outras semelhantes com Kyrie Eleison (Senhor, tende piedade
de nós):
Senhor,
que viestes salvar os corações arrependidos, tende piedade de nós.
O
povo responde: Senhor, tende piedade de nós.
Cristo,
que viestes chamar os pecadores, tende piedade de nós.
O
povo: Cristo, tende piedade de nós.
Senhor,
que intercedeis por nós junto do Pai, tende piedade de nós.
O
povo responde: Senhor, tende piedade de nós.
Segue-se a absolvição sacerdotal: Deus todo-poderoso tenha compaixão
de nós, perdoe os nosso pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.
Seguem-se as invocações Senhor, tende piedade de nós, caso
já não tenham ocorrido no ato penitencial: Senhor, tende piedade de nós;
Cristo, tende piedade de nós; Senhor, tende piedade de nós.”
INVOCAÇÕES ALTERNATIVAS PARA OS
DIVERSOS TEMPOS
(nestas
alternativas, mais simples, a absolvição vem após).
Tempo
Comum:
“Senhor,
que sois o caminho que leva ao Pai, tende
piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
que sois a verdade que ilumina os povos, tende
piedade de nós.
R. Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
que sois a vida que renova o mundo, tende
piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.”
Advento:
“Senhor,
que viestes ao mundo para nos salvar, tende
piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
que continuamente nos visitais com a graça do vosso Espírito, tende piedade de nós.
R. Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
que vireis um dia para julgar as nossas obras, tende piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.”
Natal:
“Senhor,
Filho de Deus, que, nascendo da Virgem Maria, vos fizestes nosso irmão, tende piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
Filho do homem, que conheceis e compreendeis nossa fraqueza, tende piedade de nós.
R. Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
Filho primogênito do Pai, tende
piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.”
Quaresma:
“Senhor,
que nos mandastes perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
que na cruz destes o perdão aos pecadores, tende
piedade de nós.
R. Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
que confiastes à vossa Igreja o ministério da reconciliação, tende piedade de nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.”
Tempo
pascal:
“Senhor,
nossa paz, tende piedade de
nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
nossa Páscoa, tende piedade de
nós.
R. Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
nossa vida, tende piedade de
nós.
R. Senhor,
tende piedade de nós.”
II – Comentários diversos,
numa resposta recebida do Pe. Hernaldo, dias depois do referido Encontro (Obs:
grifos nossos, pois já temos, por diversas vezes, falado ou em Encontros
Diocesanos ou via Celebrando)
“1. Em nossos Encontros, graças à
parceria firmada, temos conseguido chegar a consensos que nos permitem prestar
um bom serviço à liturgia de nossas comunidades, sempre na busca de
crescimento. Já possuímos alguns pontos de consensos, recordados em Campos do
Jordão:
a. Os comentários, de preferência somente no
início da celebração, sejam concisos, trazendo elementos da teologia do
Mistério celebrado, com pequenas referências à Palavra do dia (cf. IGMR
105b e 124; Introdução ao Lecionário 57).
b. As preces sejam compostas com base na
Palavra do dia, e sejam cuidadosamente preparadas de forma orante, fugindo do
esquema de simples anúncio da intenção: por, para, pelo... (cf. IGMR
69-71). Um bom exemplo de formulários encontramos na Liturgia das Horas.
c. Para a música
ritual, damos preferência ao repertório que possuímos no Hinário Litúrgico da
CNBB, que foi elaborado com critérios litúrgicos.
d. No que se refere às
partes fixas da Missa, inserir os textos conforme o Missal Romano, para não
favorecer uso de textos com conteúdos duvidosos, ferindo a teologia e a índole
da liturgia.
e. Quando o
Lecionário indicar uma leitura breve, dar prioridade à longa, sobretudo o
Evangelho.
f. Todo texto
litúrgico possui uma teologia, ou seja, uma ação de Deus na ação ritual. Daí a
necessidade de não favorecermos a substituição desses textos. Isso também se
refere ao ato penitencial. O Missal nos dá uma vasta riqueza de possibilidades
dentro das três fórmulas.
g. Seguir os
critérios já estabelecidos pela Igreja quanto à escolha da Oração Eucarística
para cada celebração (cf. IGMR 364-365).
h. A quarta página dos
Folhetos pode conter sempre reflexões sobre fatos da Igreja, dando uma certa
unidade à ação pastoral no Brasil.” (sobre este item, poderíamos estar
repassando uns tópicos relativos a eventos diocesanos, ou mesmo a nível de
CNBB, dentro das próprias celebrações que antecederem os fatos).
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