Livreto Litúrgico: um subsídio para preparar as Celebrações Dominicais da Palavra de Deus.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA
12 de
Outubro de 2012 - Cor Litúrgica: branco
– Nº. 907
“Fazei
tudo o que ele vos disser”.
RITOS
INICIAIS
01.
Motivação
Animador: Salve a Mãe do povo
brasileiro!
Aqui nos reunimos para celebrar o dia da
padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. É com muita alegria que
proclamamos as maravilhas do Senhor que intervém com sua grande misericórdia
nos acontecimentos da história por meio de Maria. Rezemos para que a graça de
Deus cresça em nós e para que em nossa pátria haja mais justiça. Lembremos de
rezar também por todas as crianças, na comemoração de seu dia.
Canto /
procissão
02.
Acolhida
Min. da
Palavra:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
Min. da
Palavra:
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do
Espírito Santo estejam sempre convosco.
Ass.: Bendito seja Deus
que nos reunião no amor de Cristo.
03. Ato
Penitencial
Min. da
Palavra:
Em Jesus Cristo, o justo, que intercede por nós e nos reconcilia com Deus,
nosso Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para que exultemos a
misericórdia de Deus.
Breve
momento de silêncio
Canto
penitencial
Min. da
Palavra:
Deus nosso Pai, rico em misericórdia, perdoai os nossos pecados e nos conduza à
vida eterna, junto ao trono de Maria.
Ass.: Amém.
04.
Glória
Min. da
Palavra:
Louvemos a Deus, por nos ter dado Nossa Senhora Aparecida como padroeira do
Brasil e mãe do povo brasileiro cantando o Glória.
Canto
05. Oração
Inicial
Min. da
Palavra:
Ó Deus todo-poderoso, ao rendermos culto a nossa Senhora da Conceição
Aparecida, mãe de Deus e senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à
sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria
definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo.
Ass.: Amém.
RITO DA
PALAVRA
Canto de
acolhida da Palavra
Fala Senhor, fala Senhor, só tu tens palavras
eternas, queremos ouvir (bis).
01.
Primeira Leitura
Ester 5, 1-2;7,2-3
02.
Salmo Responsorial: (44/45)
Resp.: Escutai, minha
filha, olhai, ouvi isto: / que o rei se encante com vossa beleza!
03.
Segunda Leitura
Apocalipse 12, 1.5.13.15-16
04.
Canto de Aclamação
Aleluia, aleluia, aleluia.
Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei
tudo o que Ele disser!”
05.
Evangelho
João 2, 1-11
Min. da
Palavra:
O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de
nós.
Min. da
Palavra:
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a Vós,
Senhor.
06.
Homilia
O Min. da Palavra não deve estender-se por
mais de dez minutos.
07.
Profissão de Fé
Min. da
Palavra:
Creio em Deus Pai...
08.
Preces da Comunidade
Min. da
Palavra: Pela
intercessão de Jesus e de Maria, apresentemos ao Pai os nossos pedidos.
Min. da
Palavra:
Ouvi, ó Deus, as orações dos que suplicam; que vossa Igreja seja purificada do
pecado e vos sirva com generosa prontidão. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.
RITO DE AGRADECIMENTO
01.
Partilha
Min. da
Palavra:
Apresentemos a Deus, por intermédio de Nossa Senhora Aparecida, todo o povo
brasileiro, com seus sofrimentos, lutas e esperanças. Os dons ofertados sejam
sinais de partilha e serviço aos irmãos.
Canto /
procissão
Min. da
Palavra:
Pai de amor. Logo depois de ser achada a imagem da padroeira do Brasil,
repetiu-se o milagre da pesca abundante. Nossa Senhora aparece fazendo um sinal
de fartura. Trazendo nossas ofertas, queremos dizer que na partilha e na
generosidade, podemos construir um mundo onde todos tenham o necessário para
viver. Alimentados assim com os bens do tempo presente, desejem sempre mais o
Pão da Palavra e da Eucaristia. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.
Momento
em que o Min. da Eucaristia entra com a reserva eucarística, enquanto se canta
um refrão eucarístico.
Sugestão: Maria, Maria, / vem pôr, Mãe
querida, / Jesus, pão da vida, / na mesa do altar.
Maria, Maria, / sem ti não há festa: / ó vem,
fica nesta, pra nada faltar.
02.
Louvação
Min. da
Palavra:
A nossa proteção está no nome do Senhor.
Ass.: Que fez o céu e a
terra.
Min. da
Palavra:
Ouvi, Senhor, a minha oração.
Ass.: Que chegue até vós o
meu clamor.
Min. da
Palavra:
O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de
nós.
Min. da
Palavra:
Bendigamos ao Senhor, nosso Deus, cantando com Maria:
É bom
cantar um bendito, /
Um
canto novo, um louvor.
01. Ao Deus do céu santo
e grande / que é nosso Pai criador!
Ao Deus que para seu Filho / uma santa mãe
preparou!
02. Ao Deus que fez
maravilhas / naquela que acreditou!
Ao Deus que na Aparecida / o povo pobre
encontrou!
03. O povo todo em festa
/ bendiz e louva o Senhor! (bis)
RITO DE
COMUNHÃO
01. Pai
Nosso
Min. da
Palavra:
O Senhor nos ensina a rezar nossas orações em comum por todos os nossos irmãos
e irmãs. Atendendo ao pedido de seus discípulos, Jesus lhes confia a oração
cristã fundamental do Pai-Nosso. Com amor e confiança, de mãos dadas, rezemos:
Pai nosso...
02.
Oração da Paz
Min. da
Palavra: Nosso
Senhor pede a paz do coração e denuncia as imoralidades que causam as guerras.
Como promotores da paz rezemos: Senhor Jesus Cristo...
Min. da
Palavra:
Que a paz de Jesus esteja sempre em vossos corações.
Ass.: O amor de Cristo nos
uniu.
Min. da
Palavra:
Manifestai a vossa paz saudando quem está a seu lado.
Canto da
Paz
03.
Comunhão
Min. da
Eucaristia:
Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio.
Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo.
Ass.: Senhor eu não sou
digno (a)...
Canto /
procissão
04.
Oração Final
Min. da
Palavra:
Alimentados pelo pão da palavra e da eucaristia, nós vos suplicamos, ó Deus:
dai ao vosso povo, sob o olhar de Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
irmanar-se nas tarefas de cada dia para a construção do vosso reino. Por
Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.
RITOS
FINAIS
01. Avisos /
compromissos da comunidade.
02. Homenagens:
aniversariantes / visitantes.
03.
Bênção Final
Min. da
Palavra: Dai-nos
a bênção, ó mãe querida, nossa Senhora Aparecida.
Min. da
Palavra:
O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de
nós.
Min. da
Palavra:
O Deus de bondade, que pelo Filho da virgem Maria quis salvar a todos, vos
enriqueça com sua bênção.
Ass.: Amém.
Min. da
Palavra:
Seja-vos dado sentir sempre e por toda parte a proteção da virgem, por quem
recebeis o autor da vida.
Ass.: Amém.
Min. da
Palavra: Pela
intercessão de Nossa Senhora Aparecida, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e
Filho e Espírito Santo.
Ass.: Amém.
Min. da
Palavra:
Que a mãe Aparecida vos proteja e vos guarde. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças a Deus.
Canto
final
PREPARANDO
A CELEBRAÇÃO
Ritos
Iniciais
- Em local de
destaque e acessível preparar um suporte para a imagem da Virgem Mãe
Aparecida. Esse local pode ser ornamentado com flores brancas ou coloridas
e ainda a bandeira do Brasil.
- A imagem pode
ser trazida por mulheres que tenham o nome de Maria, Aparecida, ou Maria
Aparecida.
- As crianças
podem ser preparadas para fazer a acolhida da comunidade de forma bem
alegre.
Rito da
Palavra
- Se possível
colocar algumas jarras ou talhas de barro próximo à mesa da Palavra para
ajudar a lembrar o Evangelho.
Rito da
Comunhão
- No momento da
comunhão, cantar o Cântico de Maria ou algum canto que retome o conteúdo
do Evangelho.
Ritos
Finais
- O canto final
seja um louvor à Mãe Aparecida.
Neste
dia 11/10 foi a abertura do Ano da Fé. O Ano da Fé foi instituído pelo Papa
Bento XVI e será realizado de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. O
calendário do Ano, que se concluirá em 24 de novembro de 2013, informa alguns
eventos que vão ter a presença de Bento XVI, junto a uma série de encontros,
conferências e iniciativas que aprofundarão os diversos temas religiosos e
culturais relacionados com a celebração.
PISTAS
PARA REFLEXÃO
Introdução: Hoje, por todo o
Brasil, o povo católico celebra, em Cristo, por Cristo, sua mãe na fé. Celebra
sua irmã maior na imensa família de Deus. Celebra a primeira discípula do seu
próprio filho. Maria caminha conosco. Alimenta nossa esperança. Sustenta nossa
fé. Impulsiona nossa caridade. Celebremos especialmente sua presença nas dores
e nas alegrias dos pequenos, dos pobres, dos pecadores, dos trabalhadores e
trabalhadoras, dos que se entregam à construção de uma sociedade nova, mais
justa, solidária e fraterna. Com a Virgem e Mãe Aparecida, rezemos por todo o
Brasil, consagrado à sua maternal proteção.
Primeira
Leitura
Solidários
uns com os outros, em comunhão.
Se dissermos que amamos a Deus temos que ter
também os irmãos no coração. O povo de Deus é chamado a ser um povo solidário,
onde todos podem contar com todos na alegria e na necessidade. Nesse espírito,
lemos a história de Ester, que se apresenta ao rei e arrisca sua situação de
rainha para pedir que se anule um decreto que condenava o povo à morte. É uma
história que nos convida a pensar nas ameaças que o povo sofre hoje e na
proteção de que ele necessita. Estarão os filhos de Deus preocupados uns com os
outros, empenhando-se na defesa dos irmãos, como fez a rainha Ester? Ester é a
figura de Maria, enquanto intercede pela salvação do povo.
Segunda
Leitura
Deus
garante a vitória apesar dos perigos.
No Apocalipse, a Igreja nos é apresentada na
imagem da mulher, ameaçada pelo dragão e protegida por Deus. A mulher adornada
simboliza a comunidade cristã. Comunidade muitas vezes vítima do dragão ou da
serpente, mal que a rodeia e a persegue. O filho é o próprio Jesus que vencerá
o dragão do mal, dando início à nova comunidade. Apoiados na força da fé, os
cristãos podem achar coragem para serem solidários, irmãos, unidos contra tudo
que estraga a alegria da vida.
Evangelho
O
caminho é fazer o que Jesus diz.
Maria não sai fazendo milagres no meio da
festa. Ela indica um caminho: Façam tudo o que ele disser. A leitura de hoje
apresenta o primeiro milagre de Jesus. Jesus, sua mãe e os discípulos foram
convidados para uma festa de casamento em Caná da Galiléia. Há certa hora
acontece o que ninguém esperava: falta vinho. Imaginem uma festa sem bebida. A
pedido de Maria, Jesus transforma água em vinho. Casamento é símbolo da união
de Deus com a humanidade. O vinho é sinal de alegria, simboliza o amor entre o
esposo e a esposa. Cristo e a comunidade (nova aliança). A abundância de vinho
indica a presença do tempo da salvação, chegou Cristo salvador. Jesus é o
esposo que estabelece nova aliança com sua esposa, a comunidade. Como primeira
discípula, Maria nos estimula a estar a serviço, fazendo o que ele mandou,
realizando com ele a tarefa de restabelecer a alegria da festa da vida. Não
faltará alegria na vida, se todos fizerem o que Jesus mandou.
Equipe
responsável por esta celebração: Paróquia Ssmo. Sacramento da Eucaristia
CRIANÇA
Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade,há uma deliciosa criatura chamada criança. Embora se apresentem em tamanho, pesos e cores sortidos, todas as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente ( pois o barulho é sua única arma ) quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e os colocam na cama. Crianças são encontradas em toda parte: em cima de, embaixo de, dentro de, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para... As mães as adoram, irmãos e irmãs mais velhos assuportam, adultos as ignoram, o céu as protege. Uma criança é a verdade com o rosto sujo, a beleza com um corte no dedo, a sabedoria com um chiclete no cabelo, a esperança do futuro com uma rã no bolso. Quando você está ocupado, uma criança é uma conversa fiada, intrometida e amolante. Quando você deseja que ela cause boa impressão, seu cérebro vira geléia ou ela se transforma numa criatura sádica e selvagem empenhada em destruir o mundo ao seu redor. Uma criança é um ser híbrido: o apetite de um cavalo, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um Julio Verne, o retraimento de uma violeta, o entusiasmo de um bombeiro e quando se mete a fazer alguma coisa é como se tivesse cinco polegares em cada mão. Gosta de sorvete, canivete, serrote, pedaços de pau, bichos grandes, dos pais, sábados, domingos e feriados e mangueiras d água. Não é partidária do catecismo, escola, livros sem figuras, lições de música, colarinhos, barbeiros, agasalhos, adultos e "hora de dormir". Ninguém se levanta tão cedo , nem chega tão tarde para o jantar. Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos. Ninguém é capaz de colocar num só bolso: um canivete enferrujado, uma maçã comida pela metade, um metro e meio de barbante, um saco plástico, dois chicletes, três moedas, um estilingue e fragmentos de substância ignorada. Uma criança é uma criatura mágica; você pode mantê-la fora de seu escritório, mas não pode expulsá-la de seu coração. Pode pô-la fora da sala de visitas, mas não pode tirá-la de sua mente. Queira ou não, ela é seu captor, seu dono, seu patrão, um nanico, um saco de encrencas. Mas, quando, à noite você chega em casa com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ela possui a magia de soldá-los num segundo, pronunciando duas simples palavras: "alô papai, alô mamãe"....
Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade,há uma deliciosa criatura chamada criança. Embora se apresentem em tamanho, pesos e cores sortidos, todas as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente ( pois o barulho é sua única arma ) quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e os colocam na cama. Crianças são encontradas em toda parte: em cima de, embaixo de, dentro de, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para... As mães as adoram, irmãos e irmãs mais velhos assuportam, adultos as ignoram, o céu as protege. Uma criança é a verdade com o rosto sujo, a beleza com um corte no dedo, a sabedoria com um chiclete no cabelo, a esperança do futuro com uma rã no bolso. Quando você está ocupado, uma criança é uma conversa fiada, intrometida e amolante. Quando você deseja que ela cause boa impressão, seu cérebro vira geléia ou ela se transforma numa criatura sádica e selvagem empenhada em destruir o mundo ao seu redor. Uma criança é um ser híbrido: o apetite de um cavalo, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um Julio Verne, o retraimento de uma violeta, o entusiasmo de um bombeiro e quando se mete a fazer alguma coisa é como se tivesse cinco polegares em cada mão. Gosta de sorvete, canivete, serrote, pedaços de pau, bichos grandes, dos pais, sábados, domingos e feriados e mangueiras d água. Não é partidária do catecismo, escola, livros sem figuras, lições de música, colarinhos, barbeiros, agasalhos, adultos e "hora de dormir". Ninguém se levanta tão cedo , nem chega tão tarde para o jantar. Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos. Ninguém é capaz de colocar num só bolso: um canivete enferrujado, uma maçã comida pela metade, um metro e meio de barbante, um saco plástico, dois chicletes, três moedas, um estilingue e fragmentos de substância ignorada. Uma criança é uma criatura mágica; você pode mantê-la fora de seu escritório, mas não pode expulsá-la de seu coração. Pode pô-la fora da sala de visitas, mas não pode tirá-la de sua mente. Queira ou não, ela é seu captor, seu dono, seu patrão, um nanico, um saco de encrencas. Mas, quando, à noite você chega em casa com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ela possui a magia de soldá-los num segundo, pronunciando duas simples palavras: "alô papai, alô mamãe"....
Ano da Fé, Solenidade da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida – e, no âmbito civil, dia das crianças. Quantas realidades que o Evangelho vem dar um sentido mais profundo. Mas para tal procuremos contemplar o Mistério de Cristo apresentado pela Boa Nova, segundo São João (Jo 2, 1-11).
Jesus encontrava-se no norte da Galileia, numa festa de casamento como os seus discípulos e a sua Mãe Santíssima. Uma festa que, até então, transcorria bem, até que uma anormalidade tendia marcá-la com tristeza, pois faltava vinho, o qual era um elemento festivo imprescindível àquela cultura. Mas a percepção de uma santa mulher e sua fé num filho, nada comum, abriu um rastro de esperança aos noivos e demais.
Aquela que nunca desconfiou do que Ele é capaz, fez o que era preciso… Por uma fé que operou naquele momento pela intercessão amorosa, disse ao Filho de Deus e seu: «Eles não têm vinho!» (v. 3). A resposta de Jesus a Sua mãe soa estranha, para um filho tão bem educado e não menos sensível às necessidades dos outros: «Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou» (v.4). Noutra tradução, as palavras do Filho amado, causa ainda mais estranheza: «Por que te intrometes?».
No entanto, não tem como aquele Coração Imaculado passar ao lado da necessidade de tantos, assim como podemos dizer o mesmo do Coração Sagrado que acolheu tão amorosa e poderosa intercessão: «Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!” E eles as encheram até à borda» (v.7).
O desfecho deste primeiro sinal, de uma série de sete sinais apresentados teologicamente pelo evangelista, apontou para a abundância da Nova e Eterna Aliança em relação à Antiga e foi eficaz para os discípulos do verdadeiro Noivo das Bodas Eternas: «Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele» (v. 11).
Assim, a palavra do encarregado ao noivo, após experimentar – literalmente – o primeiro sinal de Jesus (cf. Jo 2, 10), inspira-nos uma oração, adequada aos homens e mulheres de todos os tempos, quando aos poucos vão procurando compreender o tempo de Deus em sua vida pessoal e na história da Salvação universal: “Senhor, apresentastes uma Aliança, onde muitos estavam já satisfeitos…mas deixastes para o final dos tempos o envio do Teu Messias, para uma Nova e melhor Aliança. Da água da purificação ritual, revelastes um “Vinho Sagrado”, sinal do cumprimento da superabundância prometida” (cf. Am 9, 13-14; Hb 1, 2-4).
Por isso, no Ano da Fé, precisamos também ficar sensíveis às necessidades uns dos outros. Mas da realidade a Jesus, do jeito da Mãe de Deus e segundo a Palavra que nos orienta: «Com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição» (Hb 12, 29).
Portanto, a Solenidade e devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tornam propícias à Igreja e ao mundo contemporâneo aquela qualidade de testemunho desejado pelo Papa Bento XVI, para este Ano bendito e não só: «A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou» (BENTO XVI, Porta Fidei, nº 6).
Irradiar esta Luz, principalmente às crianças é ser canal, sinal e presente de um amor intraduzível em apenas um dia do ano. Para tudo isto é preciso FÉ! Aproveitemos a graça própria deste Ano da Fé!
Jesus encontrava-se no norte da Galileia, numa festa de casamento como os seus discípulos e a sua Mãe Santíssima. Uma festa que, até então, transcorria bem, até que uma anormalidade tendia marcá-la com tristeza, pois faltava vinho, o qual era um elemento festivo imprescindível àquela cultura. Mas a percepção de uma santa mulher e sua fé num filho, nada comum, abriu um rastro de esperança aos noivos e demais.
Aquela que nunca desconfiou do que Ele é capaz, fez o que era preciso… Por uma fé que operou naquele momento pela intercessão amorosa, disse ao Filho de Deus e seu: «Eles não têm vinho!» (v. 3). A resposta de Jesus a Sua mãe soa estranha, para um filho tão bem educado e não menos sensível às necessidades dos outros: «Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou» (v.4). Noutra tradução, as palavras do Filho amado, causa ainda mais estranheza: «Por que te intrometes?».
No entanto, não tem como aquele Coração Imaculado passar ao lado da necessidade de tantos, assim como podemos dizer o mesmo do Coração Sagrado que acolheu tão amorosa e poderosa intercessão: «Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!” E eles as encheram até à borda» (v.7).
O desfecho deste primeiro sinal, de uma série de sete sinais apresentados teologicamente pelo evangelista, apontou para a abundância da Nova e Eterna Aliança em relação à Antiga e foi eficaz para os discípulos do verdadeiro Noivo das Bodas Eternas: «Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele» (v. 11).
Assim, a palavra do encarregado ao noivo, após experimentar – literalmente – o primeiro sinal de Jesus (cf. Jo 2, 10), inspira-nos uma oração, adequada aos homens e mulheres de todos os tempos, quando aos poucos vão procurando compreender o tempo de Deus em sua vida pessoal e na história da Salvação universal: “Senhor, apresentastes uma Aliança, onde muitos estavam já satisfeitos…mas deixastes para o final dos tempos o envio do Teu Messias, para uma Nova e melhor Aliança. Da água da purificação ritual, revelastes um “Vinho Sagrado”, sinal do cumprimento da superabundância prometida” (cf. Am 9, 13-14; Hb 1, 2-4).
Por isso, no Ano da Fé, precisamos também ficar sensíveis às necessidades uns dos outros. Mas da realidade a Jesus, do jeito da Mãe de Deus e segundo a Palavra que nos orienta: «Com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição» (Hb 12, 29).
Portanto, a Solenidade e devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tornam propícias à Igreja e ao mundo contemporâneo aquela qualidade de testemunho desejado pelo Papa Bento XVI, para este Ano bendito e não só: «A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou» (BENTO XVI, Porta Fidei, nº 6).
Irradiar esta Luz, principalmente às crianças é ser canal, sinal e presente de um amor intraduzível em apenas um dia do ano. Para tudo isto é preciso FÉ! Aproveitemos a graça própria deste Ano da Fé!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Marta (a coordenadora) e Maria (aquela que escuta)
Evangelho (Lucas 10,38-42)
Terça-Feira, 9 de Outubro de 2012
Terça-Feira, 9 de Outubro de 2012
27ª Semana Comum
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Para refletir:
Marta (a coordenadora) e Maria
(aquela que escuta e é mais valorizada nesse contexto) porém numa comunidade
tem que haver coordenação, por isso precisamos das duas Marias. Uma está em
oposição à outra, Marta fica em segundo plano. “Maria escolheu a melhor parte”
palavras de Jesus ou do autor?
Refletimos que Maria escolheu a melhor parte porque
o agir cristão vem em primeiro
lugar através da escuta, mas devemos ter em mente que precisamos escutar e agir (coordenar, planejar, preparar).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Palavra de Vida
Palavra de Vida – outubro de 2012
"Por causa da tua palavra, Senhor, eu lançarei as redes."
Jesus estava sentado na barca, e quando acabou de ensinar
às multidões, disse a Simão Pedro e seus companheiros que jogassem as redes de
pesca ao mar. E Simão, embora afirmando que já tinham trabalhado a noite
inteira sem resultado, acrescentou: “Por causa da tua palavra, Senhor, eu
lançarei as redes.”
Tendo feito
isso, as redes ficaram tão abarrotadas de peixes, que estavam para se romper.
Vieram, então, companheiros para ajudá-los e também eles encheram as barcas de
tal modo que quase afundavam.
Então,
Simão Pedro, muito espantado – como também Tiago e João, seus companheiros –,
jogou-se aos pés de Jesus, dizendo-lhe: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou
um pecador”.
Mas Jesus lhe respondeu que não
tivesse receio, pois dali em diante ele se tornaria um “pescador de homens”.
E a partir daquele instante, Simão,
Tiago e João se tornaram seus discípulos.
Esta é a
narração da pesca milagrosa, que simboliza a futura missão dos apóstolos.
A
atitude de Pedro virou um modelo não só para os outros apóstolos e para seus
sucessores, mas também para cada cristão.
"Por causa da tua palavra, eu lançarei as redes."
Depois de uma noite sem resultados, Pedro, que era um profissional
da pesca, poderia muito bem ter dado um sorriso e se recusado a aceitar o apelo
de Jesus para jogar as redes durante o dia, momento menos favorável ainda para
se pescar. Mesmo assim, superando as próprias considerações, Pedro confiou em
Jesus.
Também
hoje em dia todo aquele que se decidiu por ser um cristão passa por uma
situação semelhante e muito comum, justamente pelo fato que sendo também alguém
que crê, a sua fé é colocada à prova de mil maneiras.
Seguir a
Cristo significa tomar uma decisão; significa esforço e perseverança.
Contrariamente, no mundo em que vivemos, tudo parece levar ao comodismo, à
mediocridade, ao “deixa pra lá”.
Nesse sentido a tarefa pode se
apresentar árdua demais, inatingível, fracassada por antecipação.
É preciso, então, obter as forças
para seguir adiante, para resistir ao ambiente em que vivemos e suas ofertas
“fáceis”; resistir ao contexto social, muitas vezes às amizades, aos Meios de Comunicação,
etc . . .
É o grande desafio que devemos
enfrentar e vencer todos os dia! Não só, a toda hora, a cada minuto.
Quando
abraçamos essas provações e as enfrentamos, elas servem para fazer-nos
amadurecer como cristãos; para fazer-nos experimentar que as palavras tão
extraordinárias de Jesus são verdadeiras e que as promessas dele se realizam e
que é possível transformar nossa vida numa divina aventura, mil vezes mais
fascinante de qualquer outra que possamos imaginar.
Enquanto
no quotidiano a vida é muitas vezes tão pesada, monótona e infrutífera, nós
podemos, por exemplo, testemunhar como Deus sabe presentear copiosamente a quem
o segue; que Ele dá o cêntuplo já nesta vida, e, ainda, a vida eterna.
É a pesca milagrosa que se repete toda
vez!
"Por causa da tua palavra, eu lançarei as redes."
Como, podemos então, viver, como
colocar na prática essa Palavra de Vida?
Nós
também somos convidados e tomar a mesma decisão que Pedro tomou: “Por causa da
tua ‘palavra’…”. Vamos confiar nas Palavras de Jesus! Não vamos duvidar daquilo
que Ele pede, do seu apelo de também nós “lançarmos as redes”. Vamos basear o
nosso comportamento, a nossa atividade, a nossa vida, nas suas Palavras.
Procedendo
assim, colocaremos os fundamentos da nossa existência sobre o que há de mais
sólido e seguro. E contemplaremos, admirados, que justamente lá onde se esgotam
todos os recursos humanos, Deus intervém.
E que lá, onde é humanamente
impossível, nasce a vida nova!
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado
originalmente em fevereiro de 1983
Assinar:
Postagens (Atom)






